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Dossiê de inclusão

Page history last edited by tatianac.tatics@... 3 years ago

 

 

 Dossiê de inclusão

 

                                                                                                                                       

                                                                                      

Minhas experiências com alunos portadores de necessidades especiais

 

Relatarei uma experiência vivida no ano passado quando trabalhava com uma turma de maternal 2 e outra experiência que estou vivendo nesse ano com o jardim nível A:

 

  • Maternal 2/2008: No ano de 2008 trabalhei em uma turma de maternal 2 com  faixa etária de 2 a 3 anos, tendo 30 alunos na turma. Um desses alunos tinha necessidades especiais, necessitava de uma pessoa para atendê-lo o tempo todo, era um ano mais velho que os demais alunos na sala, ele caminhava muito bem, porém fala apenas algumas palavras, era muito agitado e estava sempre mexendo em tudo. Foi preciso adaptar a sala para trabalhar com ele, foi preciso colocar um portão separando o ambiente do higienizador da sala, os cartazes eram colocados todos no alto, pois rasgava tudo que pegava, no inicio do ano era agressivo com os colegas e tinha reações estranhas quando a mãe vinha buscá-lo, era muito mais calmo com o pai. Um certo dia percebemos que era estranho ele puxar apenas o cabelo dos colegas e não o nosso, passamos a acreditar que talvez ele estivesse puxando por querer e não por ser um reflexo do seu problema. Outro dia quando puxou o cabelo do colega, o colega puxou o dele e observamos que ele nunca mais puxou o cabelo daquele colega que devolveu, então passamos a tratá-lo realmente como os outros, desse momento em diante passamos a incluir mesmo o aluno na turma tratando ele com igualdade. Cito esse exemplo,pois temos mania de tratar o aluno com necessidades especiais com diferença, por ter certas limitações pensamos que devemos protegê-lo o tempo todo, esquecemos muitas vezes que assim como os outros ele está ali para aprender a conviver em sociedade e mesmo com algumas limitações ele deve ter limites.

                                                                                                                                                               

  • Jardim Nevel A/2009: Esse ano tenho uma turma de 25 alunos com faixa etária de 4 a 5 anos, em minha turma tenho duas alunas de inclusão a Alice com síndrome de down que realiza todas as atividades com os colegas, é muito ativa e muito esperta, executa  tarefas, respeita as combinações da turma, controla suas necessidades fisiológicas, apenas apresenta dificuldade para a fala, emite poucas palavras e geralmente isso acontece brincando. Tenho também a Joana que tem macrocefalia, ela já tem 5 anos e não caminha, é conduzida dentro da escola em sua cadeira de rodas, mas ela já fica de pé e caminha quando seguramos em suas mãos, acreditamos que até o final do ano estará caminhando, se alimenta com auxílio, pois ainda não consegue segurar talheres e copo. Tenho uma auxiliar que fica especialmente para atender a Joana, que não usa mais fraldas, mas precisa ser levada ao banheiro várias vezes durante a manhã, também precisa ser auxiliada nahora de pintar ou desenhar, mais uma conquista da Joana que já consegue segurar o lápis, giz de cera ou pincel e demonstra impolgação realizando trabalhos manuais. Tentamos fazer com que a Joana participe de todas as atividades com aturma, na pracinha colocamos ela no chão para ter contato com a areia, pois mesmo não caminhando ela se locomove dentro na sala e na pracinha se arrastando sentada no chão. Com certeza no decorrer do semestre terei muitas informações sobre minhas alunas para passar pra vocês, quem sabe a Joana não caminhe até o final do semestre.

                                                                                   

 

 

Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva

 

     Realizei a pesquisa citada abaixo na escola onde trabalho, o número de alunos não é preciso, pois sempre estão saindo e entrando novos alunos.

Total de alunos na escola: 215 alunos

Total de alunos inclusivos: 4 alunos

Total de turmas: 9 turmas

Professoras: 9

                                    Estagiárias (CIEE): 15                        

Tias: 11

Diretora: 1

Coordenadora:1

Total de funcionários: 37 funcionários

Funcionários divididos entre os seguintes setores e turmas:

       Secretaria;

      Cozinha;

       Limpeza;

      Berçário 1;

       Berçário 2;

      Maternal 1;

       Maternal 2;

   Maternal 3;

         Jardim Nível A - manhã;

       Jardim Nível A - tarde;

       Jardim Nível B - manhã;

       Jardim Nível B - tarde;

 

 

 

            Como já mencionei acima na escola onde trabalho temos 4 alunos de inclusão, 1 no Berçário 2 com hidrocefalia, um no maternal 3 e duas alunas no jardim A- manhã, que é a minha turma.

 

 

            Todos são muito bem atendidos na escola, são muito amados e tratados com igualdade pelos colegas e professores, eu sempre costumo dizer que os mais privilegiados com a inclusão de alunos com necessidades especiais são os nós professores e os alunos ditos normais. Esses alunos crescerão sem preconceito, agirão sempre com normalidade quando verem uma criança com NE na rua, quando eu era criança os pais tinham vergonha de sair na rua com seus filhos, e quando víamos alguma criança especial nos chamava muito a atenção.

 

            Lendo os textos, as leis me deparei com uma que não vem acontecendo, os alunos estão sim na escola, mas na maioria das vezes nós professores descobrimos sozinhos ou com ajuda da coordenadora e diretora da escola como trabalhar com esse alunos, pois não fomos capacitados para trabalhar com esses alunos, que muitas vezes necessitam de cuidados especiais.

            Art. 8o As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na

organização de suas classes comuns:.

I - professores das classes comuns e da educação especial capacitados e

especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades

educacionais dos alunos;.

(RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2, de 11 de Fevereiro de 2001)

 

 

        Todos nossos alunos de inclusão tem atendimento com especialidades como psicomotricista e fonoaudióloga no NAE, Núcleo de Atendimento ao Educando, que considero de extrema importância aos alunos, apesar de enfrentarmos um grande problema quanto a falta dos pais ao atendimento, ou seja, os alunos tem horários marcados semanalmente, mas os pais nem sempre levam seus filhos.

            Outra dificuldade que também encontramos é as salas não serem adaptadas a esses alunos, por exemplo, minha aluna cadeirante está ficando de pé com maior firmeza e acreditamos que irá andar ainda esse ano, mas não temos na sala um lugar adequado para colocá-la agarrada, como barras, para que se sinta mais segura a dar os primeiro passos sozinha.

            Realizando a leitura do texto Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva  pude perceber que o fato de estarmos vivenciando esta disciplina também é por lei para a melhor formação dos professores, sendo assim como os concursos já exigem formação superior, os professores formados daqui pra frente estarão mais preparados para atender alunos com necessidades especiais.

 

 

 

            Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº1/2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as instituições de ensino superior devem prever em sua organização curricular formação docente voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.” ( texto Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva)  

 

 

                                                                                                                              Tatiana Cleide da Silva

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

 

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

 

http://www.assistiva.com.br/

 

 

Atendimentos especializados de Sapiranga

 

APADA-atende aproximadamente 65 alunos.

 

NAE-Núcleo de Atendimento ao Educando- atende 145 alunos.

 

APAE

   A Associação da Pais e Amigos dos Excepcionais de Sapiranga surgiu pela iniciativa do casal Edbert Francisco Ely e dona Erna Ely, na época, 1979, casal presidente do Lions Clube de nossa cidade.

Hoje atendemos 135 pessoas portadoras de necessidades especiais em nossa própria sede, em novo endereço inaugurada em 2002, temos um trabalho reconhecido pela comunidade que nos apoia nos eventos realizados pela instituição.

          Nossa equipe de trabalho é formada por profissionais que acreditam no trabalho que realizam.Contamos com 36 profissionais nas áreas pedagógica e técnica,além de voluntários.Temos alunos incluídos nas três redes de ensino do município e empregados nas empresas da região.

Informações encontradas no site da

instituição:  www.sapiranga.apaebrasil.org.br/artigo.phtml?a=14427

 

 

SideBarEstudo de Caso 

 

 

 

 

 

 

Comments (1)

liliana said

at 9:51 pm on Apr 23, 2009

Tatiana
o relato que nos traz no primeiro caso poderia ser apenas de um caso comportamental...esse aluno continua na escola? apresenta alguma mudança no seu comportamento?
o caso das duas meninas, a que chama a atenção é a de macrocefalia, quais sao as condiçoes dela? teve alguma cirurgia? no caso de dificuldades para segurar lapis, recortar e colar que são atividades frequentes no jardim talvez seja necessário recorrer a tecnologias assistivas, sabes o que é isso? ...fica o desafio procura na internet e verás que elas podem ser muito úteis na hora de desenvolver atividades com mais autonomia...coloca os links que encontrares aqui
abraços
liliana

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